sábado, 23 de outubro de 2010

vontade de te ligar

Que vontade de te ligar
Que vontade mortal de te ligar
Mas eu não posso
A morte me impede
E isso me mata









Eu acho que vou morrer de saudades de você.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

amanhã.

Não é "pensamento suicida" não ligar de morrer amanhã. Eu morreria amanhã se fosse o que Deus quisesse com todo o prazer. Sem essa de pensar, "ah....eu nunca vou ter filhos, nunca vou casar, nunca vou escalar o everest", e de ficar afirmando que apesar de não ter certeza de que iria fazer todas essas coisas, seria muito melhor ter a opção de poder.
Essa sensação de desapego, eu não tenho muita certeza de onde veio. Ou tenho. ;] Sei que é como se não houvesse NADA aqui que fosse suficientemente importante pra me prender. Uma música da Brooke Frasier me vem a mente, e nela, cita o C. S. Lewis:

"If I find in myself desires nothing in this world can satisfy, I can only conclude that I was not made  for here"

Tenho certeza de que ainda haverá música, ainda haverá amor, e ainda haverá Deus.

Essa é a conclusão.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Carta para você que não vai ler

Hoje é um dia especial. Mas não quero escrever nada hoje. Vou escrever algo que escrevi antes, num dia perfeito, com o céu perfeito, o vento perfeito, a grama perfeita. A única coisa que não estava perfeita no dia em que escrevi isso era meu coração. E ele nunca mais vai ser porque tem um buraquinho nele [como isso foi "chiquititas"]. Eu falo buraquinho porque dá pra viver com ele, mas ele se faz sentir as vezes durante o dia. Mas não posso culpar ninguém por esse defeito. Só aconteceu. Por isso, nesse dia perfeito, com o coração imperfeito, eu escrevi uma carta para alguém que não vai ler.

"Essa carta é para quem não irá lê-la. É confuso a vontade de escrever e a sensação de perda de tempo. É também confuso a sensação de liberdade. Posso escrever todos os meus segredos, os quais gostaria que ninguém, apenas você, soubesse. Mas finda que ninguém mesmo irá saber. Me assalta novamente a perda de tempo. Concluo que não vale a pena. O que você não irá saber por aqui, você não irá saber pela minha mente. E  se você puder saber por aqui, também poderá saber pela minha mente. Gostaria de saber como está! Na verdade eu sei que está bem. Sei que não sente coisas ruins, mas o que sente quando me vê triste? Você sabe quando estou triste? Eu não deveria estar escrevendo isso. Minha fé não é tão pouca assim. Se pudesse voltar no tempo, me impediria de começá-la. Me perdoe! Sinto sua falta."

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Passeando com o cachorro.

A minha rua não é a mais segura para passear com o cachorro. Além dela ser meio escura e cheia de árvores enormes e perfeitas para você que é ladrão se esconder, ela não é muito movimentada. De fato, eu já corri de um ladrão nela. Ele achou que eu fosse idiota e não ia perceber o seu plano ardil de me emboscar por trás de um carro estacionado. [Você foi muito criativo.] Kika voou quando puxei a coleira, e corri! hihihi Enfim, mas não é disso que eu quero falar.


Você já passeou com o cachorro? Muitas vezes, pra muitas pessoas, é a parte mais introspectiva do dia. Principalmente se você levou a trilha sonora correta e foi só! Hoje eu fui passear com a kika e comecei a pensar sobre o tipo de cristã que eu sou. A música do momento era "eu olhei o meu dia, percebi que Tu és melhor que uma canção de amor", e fiquei pensando nessas duas coisas.

Eu sou cristã. Se me perguntarem, eu digo que sou cristã e faço escolhas de vida cristãs, mas eu deixo de fazer muita coisa cristã. Por exemplo, eu não leio a bíblia todos os dias. Eu não pretendo aqui dizer a ninguém que eu criei um novo tipo de cristianismo no qual você não precisa ler a bíblia todos os dias, mas eu não sinto que isso me torne menos cristã do que a pessoa que o faz. Certo? Eu não sei se isso está certo. Na verdade, eu me acho falha nesse aspecto, porque é o tipo de coisa que precisa de força de vontade para que se crie o habito. [I´m working on it.] Mas o fato é que isso não me faz sentir menos cristã. Eu me sinto menos capaz de argumentar com pessoas mais lidas do que eu, ou menos capaz de lidar com certas situações da vida que eu provavelmente teria lidado melhor se lesse. É como se eu fosse novata, o que eu não deixo de ser. E o que isso tem a ver com a música? Bom, o Palavrantiga parece saber o que se passa dentro da minha cabeça...[da de um monte de gente tb hahhaha]. "(...)um minuto Contigo é melhor do que tudo". Esse minuto, passeando com o cachorro, numa rua tenebrosa, com ladrões pouco criativos, é melhor do que tudo, que o dia todo que eu acabei de ter antes de levar o cachorro para passear. Mesmo sendo novata, inexperiente, imperfeita, in-qualquercoisa, imagino que, sendo capaz de perceber isso, eu sou cristã.
Às vezes [a maioria delas] eu penso que se tivesse a citação de algum autor de peso, famoso ou aclamado, o meu texto também teria algum peso, etc etc....mas não é a minha pretenção. Pretendo mostrar o ponto de vista que consigo extrair de maneira coesa da minha mente [ o que se torna, por diversas vezes, algo muito difícil] e esperar pela opinião alheia. huahuahuaha Talvez, caso eu esteja pensando algo muito absurdo, alguém possa me dizer. Ou não. Enfim. É como me sinto.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sou uma mulher ridícula.

É fascinante a natureza humana e seu ridículo hábito de criar problemas onde não tem e de se estranhar. Roubei isso do verso de um livro do Douglas Adams.
Ridícula natureza humana.
Li Dostoiévski ontem. "O sonho de um homem ridículo". Inclusive, mudou toda  a perspectiva da minha tarde, aliás, daqui para frente.
A parte boa de não ter perspectiva, ou de ter uma muito ruim, é que você pensa que não pode ficar pior, ou melhor, ou nada. É bem estável. O ruim é se sentir mal o tempo inteiro. Mas não ter perspectiva é questão de perspectiva.
Hoje voltando da Paraíba escutando Debussy no ônibus, eu estava olhando aqueles enormes campos de cana-de-açúcar, e me imaginei no interior da França [God knows why....] nos anos 40 passeando e sendo feliz e pensei: "caramba, devia ser legal e feliz viver naquela época...era tudo mais charmoso e bonito..."  Mas aí eu lembrei da parte negra  dos anos 40 e pensei que talvez quem viveu naquela época não tivesse sido tão feliz e charmoso e bonito. E de repente, me bateu o seguinte raciocínio: como é que posso eu estar tão martirizada por causa de três dias do mês ou de alguém quando eu sei que existiram pessoas que fariam qualquer coisa, comeriam cocô, para trocar de lugar comigo?
Me senti instantaneamente pior e logo em seguida melhor. Envergonhada e consoldada ao mesmo tempo.
Enfim, "o sonho de um homem ridículo" é assim. O meu foi meio que um "day dream", mas foi um sonho. Nada comparado com o dele, não foi "a verdade", mas foi uma verdade.
Mudou muito minha perspectiva. Ontem à tarde prometia ser muito muito muitoo mais chato do que foi. Na realidade, foi perfeito. Não me sinto mais mal.

Depois comento mais sobre esse sonho.

[O que determina que um post está longo ou curto demais? Eu estou com sono.]

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

cadeira de prata

Meu coração é um cemitério.
Os mortos são residentes, os vivos visitam.

domingo, 3 de outubro de 2010

Então é isso!!

Dentro, bem no centro do peito, eu tenho uma agonia.
E quando tento descobrir o que a está causando, eu faço uma lista.
Concluo que, no geral, é a paz interior que me abandonou com ela.
Não sei para onde a paz foi ou se volta logo, mas com uma força de não sei onde me mantenho inteira.
Agradeço a Deus pela agonia, pois apesar de ser ruim, no final vai me fortalecer.
Ela é fruto do que plantei. Eu a colho e não a acolho, tento ignorar.
Mas não deixo de pensar nela. Ela não me deixa parar de pensar, sempre constante, sempre presente.
Um dia ela vai passar e a paz vai voltar. Esse é meu dia mais aguardado.
A paz interior não é valorizada quando se tem e  é altamente estimada quando perdida.
Disso eu sei.

sábado, 2 de outubro de 2010

Agonias de dentro...

Eu concluí a um tempo atrás que a gente não sabe, nem tem noção do que é o amor! Mas que impertinencia a minha escrever sobre isso...23 anos não dá nem pra sonhar de longe o que talvez pudesse ser parecido com AMOR. Yeats concorda comigo [ou eu concordo com ele, já que ele falou primeiro]:

"(...)Oh o amor é coisa tortuosa
Não há ninguém sábio o suficiente
Para descobrir tudo o que há nele.
Pois ele estaria pensando em amor
Até que as estrelas tivessem partido
E as sombras consumido a lua.
Ah, moeda, moeda marrom,moeda marrom,
Ninguém pode começar cedo demais."

Mas com uma coisa eu discordo! Eu sei de 'Alguém' que sabe o que é.

Mas é louco né não? É quase irracional, o que é contraditório, pois, se é irracional não é humano. Mas se não é humano é o que? Não é animal [até onde eu sei...tenho minhas dúvidas, meu cachorro me ama hehe]. É apenas um dos caractéres mais importantes do homem, o que ditamente diferencia humano e animal. E dizem que o homem é racional, e o animal não. Mas se não é animal, e não é humano é o quê? Divino?

Eu li "A cabana" a um tempo atrás e para mim, aquilo é uma visão um pouco mais aproximada do que é o amor [creio que todo mundo sabe o do que estou falando, já que o mundo leu aquele livro]. Para mim, amor é o que aquela mulher grande "Sophia" mostra. E isso me fez perceber que não existe nesse universo uma combinação de matérias e substâncias que faça possível a compreensão do que é o amor!

Muitos ainda tentam entender, descrever, interpretar, e viver o amor e não conseguem. Que grande perda de tempo. Eu aconselho a ir na praia, caminhar, tomar um sorvete, fazer outra coisa e desista. Amar é difícil. Difícil de conseguir e difícil de parar. Não dá pra controlar, não dá para usar metodologia, para conter, para quantificar, classificar, não dá.

Para mim, amor é uma coisa só. É amor. Não existem duas, três ou quatro medidas. Talvez paixão, parentesco, amizade, etc etc..., diferencie os tipos de demonstrações. Mas ou você ama alguém, ou você está enganado.Eu até acredito naquela expressão que diz que o amor se constrói, mas amor de verdade não se desconstrói. Ou ele nunca foi amor, ou ele ainda existe. Deus sabe do que eu estou falando. Não há coisa no mundo que destrua o Amor.  E eu fico feliz com isso, pois é uma coisa que eu tenho certeza que o homem não vai conseguir destruir. Mesmo que esteja dentro dele.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O dia em que Nietzsche me xingou.

Eu provavelmente nunca vou entender o que se passou na cabeça de Nietzsche. Perdoe-me o bom conhecedor, afinal eu sei quase nada sobre ele, mas tenho algumas poucas opiniões superficiais. Na verdade eu acho que estou sendo até  meio presunçosa ao criticar um autor cujas obras nem me dignei a ler ainda. Minha experiência com Nietzsche se resume a uma única página, recomendada por um ateu devotado, o qual, creio eu, não tinha a mínima intenção de ofender. Talvez de converter, afinal de contas, eu nunca vi ninguém tão disposto a converter as pessoas quanto um ateu. E eles falam que protestantes são chatos! Essa página pertence ao "O anticristo", e se intitula "Lei contra o cristianismo". Eu não vou transcrever nenhuma parte do que diz, muito menos estou aqui para dizer que ele estava certo ou errado. E talvez nem precise dizer que discordo, uma vez que afirmar que essa página me xingou diz algo sobre mim. Mas a sensação que tive foi muito interessante. É como se tivesse sido escrito especificamente para mim! E me afetou de sobremaneira que eu senti as lágrimas se formando. Na hora eu tive que sair da sala porque o "ateu devotado" teria, no mínimo, algo a dizer a respeito. Ele não podia ver. E eu não podia acreditar! Como pode ser tão diretamente para mim? Eu sou tão obviamente cristã que se encaixa com tanta perfeição?
Provavelmente, não é? Daí suponho que o motivo para ele ter escrito isso seja um dos dois que criei em minha cabeça: o rancor pelas críticas diretas concernentes ao estilo de vida que ele escolheu ter [ou gostaria de ter tido, não sei...] vindos tanto dos cristão que ele ataca ou da bíblia que norteia os mesmos cristãos, e portanto ele decidiu criticar também diretamente. Ou, algo bem mais simples, mas não menos provável [ou talvez completamente improvável], que é o ataque aos cristão filósofos que ele menciona na tal lei, contemporaneos seus. Ou talvez não seja nada disso e eu esteja completamente enganada falando um monte de besteira! [E isso não é muito difícil]
Eu sei isso nunca me aconteceu antes. E apesar do ineditismo do fenômeno, não me fez criar aversão pela obra. Muito pelo contrário, agora eu quero lê-la mais que nunca.
Alguém uma vez disse que para criticar deve-se conhecer. E eu concordo.

Enfim...