segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ela é minha



Eu me apropriei daquela música.
Ela não pertece mais àquele filme
Nem àquele personagem.
Ela é minha.
Me lembra eu,
Me lembra o olho branco do meu cachorro,
Me lembra aquela curva com aquela palmeira.
Me faz querer procurar uma estrela
Naquele céu parcialmente nublado,
Contrastando a luz laranja que viola o céu toda a noite.
Me faz lembrar daquela lua crescente,
Sorrindo, debochando.
Um riso atrás de cabelos ao vento,
Se escondendo em nuvens
Me lembra meu coração no limbo.
O amor no limbo.
Ele morreu e não tem graça.
Precisa de um nome, de um lugar.
Está entre os mundos e chora
De alegria e de tristeza,
De sonho  e saudade.
Me lembra meu medo.
Me lembra de escrever.
Aquela música...ela é minha
Ela sou eu.

domingo, 27 de novembro de 2011

fingindo

I realised I love driving...
with the windows completely open
my hair blowing in the wind
caressing my skin
at night
listening to that song
feeling the smell of the estuary
pretending I´m free.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

vá onde seu coração mandar

Quando a cidade com 100 gazilhões de pessoas estranhas representar um só coração, a hora chegou?
Não confio em nenhuma delas.
Me dá medo. Ela é grande, cheia, barulhenta, cinza e tem um cheiro só dela.
Dá amor.
Mas sabe o que é mais interessante?
A saudade sempre arruma um jeitinho de ter motivo pra aperriar o cidadão.
Farei como mandam os livros: vá onde seu coração mandar.

domingo, 6 de novembro de 2011

Dieu


Le Dieu de ma foi ne cesse de tromper et de guider le désir qui cherche à le prendre. Il le trompe, car rien de ce que je sais n’est lui. Il le guide, car je ne l’attendais pas là où il vient... il n’est le Même qu’en resurgissant comme l’Autre.

Michel de Certau

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

sol, pele, sangue, suor

Esse pranto vai para todo aquele que só dorme para acordar para mais um dia de muito sofrimento. Como aftas que acordam mais inflamadas que na noite anterior. Eu que não sei os seus 'por quês', nem quem são, gostaria de absorver todas as suas dores em uma grande e excruciante dor, que rasgue e corte e sangre a minha carne. O sol cruel que sempre volta, ao invés de ir para sempre, não se basta no nosso sofrimento e vem para nos arder.
Mais um dia de espera
Mas junto com a eterna dor, a eterna fé, que nos segura até o fim.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Tudo é...

fu.gaz adj (lat fugaceQue foge facilmente ou com rapidez. 2Rápido, veloz. 3 Transitório.

vai.da.de sf (lat vanitate1 Qualidade do que é vão, instável ou de pouca duração. 2 Desejo imoderado e infundado de merecer a admiração dos outros. 3 Vanglória, ostentação. 4 Presunção malfundada de si, do próprio mérito; fatuidade, ostentação. 5Coisa vã, fútil, sem sentido. 6 Futilidade.

i.nu.ti.li.da.de sf (lat inutilitate) 1 Qualidade de inútil. 2 Falta de utilidade. 3Incapacidade. 4 Coisa sem préstimo.

i.nú.til adj (lat inutile) 1 Que não tem utilidade. 2 Frustrado, estéril. 3Vão. 4 Desnecessário. 5 Sem préstimo.

i.lu.são sf (lat illusione) 1 Engano dos sentidos ou da inteligência. 2Errada interpretação de um fato ou de uma sensação. 3 O que dura pouco. 4 Dolo, fraude. 5 Traição.

fu.ti.li.da.de sf (lat futilitateQualidade de fútil. 2 Coisa fútil.

va.por - sm (lat vapore) às pressas, rapidamente.

mean.ing.less - adj sem sentido, inexpres­sivo.

quando o empreendimento não leva em conta o propósito de Deus.

-Eclesiastes 1