domingo, 31 de março de 2013

domingo, último dia de março

ontem eu comi carne. nem parece páscoa. coisas que não sinto necessidade de me libertar, mas são tradições de 300 anos de minha vida. então sim...fez falta todo o fuzuê que a galera faz por causa disso.
nem parece páscoa. mais parece começo de outro longo mês.

quinta-feira, 28 de março de 2013

choro o choro



Ah, esses números. Muitos, muitos números que me fazem chorar.Choro quando estão pequenos, choro porque são grandes. Choro porque não tenho número nenhum. Choro que me faz olhar pro alto e ver o leão que chora. Choro que faz cansaço virar rotina, olheiras tatuagem. O leão me olha triste, amargurado. O leão me olha humanizado. O leão do norte que lambe minhas lágrimas mornas e minhas lágrimas frias. Leão, tu foi humilhado pra eu não mais chorar. Mas eu ainda choro e torno a te humilhar.

quarta-feira, 27 de março de 2013

where is my little girl

where is that little girl who lived on the sixth floor and talked to the trees?
i can´t see her anymore.
all the songs are different, all the stories have changed.
now she can´t hear the trees. she doesn´t live on the sixth floor.
she is no longer a girl.
she doesn´t know her as before.

sexta-feira, 22 de março de 2013

silêncio.

eu nem sei o que fazer, e o mundo urge tão rápido, que eu estou me vendo começando a fazer o que os outros querem que eu faça, antes mesmo de descobrir o que eu quero fazer.

e eu escuto: faça qualquer coisa mas faça.
depois eu escuto: fazer qualquer coisa é resolver um problema criando outro.
então eu escuto: faça o que você quiser.

to pensando em mandar todo mundo SF.

eu queria silêncio pra poder me escutar. escutar a Deus.
eu queria férias do mundo.

quinta-feira, 21 de março de 2013

os melhores dias de todos os tempos

Meus dia tem sido ótimos, sabe.
Eu passo o dia inteiro dentro de casa. Sem fazer nada.
Eu não consigo procurar emprego.
Eu não consigo estudar qualquer que seja o assunto, nem que seja pra ocupar a mente.
E tem horas que eu fico, bom... horas olhando pra minha casa pensando em nada.
É completamente bizarro. Como se eu tivesse minha caixinha vazia.
Fico frustrada com o fato de não querer trabalhar com nada que eu encontre na Catho...e eu estou pagando pra isso.
Eu não né. Enfim...
Num dia, um me diz uma coisa, tipo "vá, faça. qualquer coisa, mas faça". No outro eu escuto outra pessoa dizendo "não, isso você não pode fazer porque vai fazer mal a você. relaxa... tira esses dias pra cuidar de você." E ai eu não sei o que fazer. Eu tenho tanta insegurança e não quero decepcionar as pessoas, que eu acho que prefiro decepcionar pela minha completa incapacidade de fazer as coisas do que fazendo. Não tem lógica nenhuma. Quer dizer, eu nem tenho certeza de que é isso mesmo que eu penso, porque se eu falo tem gente pra me dizer que eu deveria parar de sentir pena de mim mesma e fazer alguma coisa. Então, eu nem sei se eu penso o que eu penso. 
A sensação que eu tenho é que eu perdi totalmente minha autonomia. Eu não gosto de nada em particular pra dedicar muito tempo. Eu não consigo mais ler nada. Faz tempo que não leio um livro com vontade, tipo de ficar a noite acordada e me ferrar no outro dia pra acordar. Mas, hey, no dia seguinte eu posso acordar qualquer hora do dia, já que eu não faço nada da minha vida.
E aí eu me sinto culpada quando eu gasto dinheiro com qualquer coisa. A felicidade de comprar uma coisa legal passa tão rápido que, em geral eu nem compro mais.
Tem dias que são piores. Eu fico muito triste com minha inutilidade. Penso um monte de besteiras...às vezes em me matar. Mas ai eu penso que não vai resolver nada. Então desisto.
E ai, num dia bem ruim, eu solto alguma frustração no facebook e o vaticano já é contactado pela minha mãe para fazer alguma intervenção. Nem que seja comprar uma passagem pra eu voltar pra Recife.
Ou, quando eu não tô afim de conversar no telefone, meu namorado me diz: "De novo isso?"
Poxa. Como eu me sinto 'muito melhor' com essas reações. hauhauha
Geralmente eu brigo com algum dos dois. Ou com os dois. 
Na verdade é bem mais que isso. Mas é isso toda semana. E aí eu me pergunto: por quê?
Eu realmente queria que intervissem mesmo, tipo, com uma clínica. Me internar. Sei lá.
Ou me dar drogas pra eu me sentir melhor. Tipo admirável mundo novo.
Enfim, cada dia que passa eu sinto que tudo o que eu aprendi até hoje está ficando mais velho, empoeirado e esquecido. Então mesmo que eu tenha passado 300 anos fazendo algo da minha vida...faz tanto tempo que eu não faço nada que eu já to esquecendo. Então eu me sinto como se chegasse a estaca zero de novo. Menos que ensino médio. 
Chego a começar a pensar na sequência de decisões erradas que cometi pra chegar aqui, mas desisto também.
E aí chego a esse momento: minha mãe infarta se eu conversar com ela, meu namorado tem gastrite e não aguenta mais a minha conversa depressiva, e se eu já faço isso com as pessoas que mais amo, avalie o que eu posso fazer com quem eu não amo tanto, então eu fico na minha e respondo: "Tudo bem! e contigo?"
Eu sinto que não encaixo em canto nenhum. Não quero voltar pra recife, não quero ficar em são paulo, mas não tenho pra onde ir. Não posso fazer alguma viagem muito "comer, rezar e amar", porque né... ridículo. Mas se eu fiquei do jeito que tô vindo pra sampa conhecendo um monte de gente, penso como ficaria sem conhecer ninguém. 
Antes eu tinha uma espécie de orgulho por ser de um lugar diferente, de ter um sotaque diferente. Hoje eu, normalmente, deixo de falar pra não expor minha 'estrangeirísse'. 
Não há lugar em que me sinta a vontade. Não vejo propósito em sair na rua, principalmente agora que tá ficando frio. 
Não quero ir pra igreja. Nunca mais. Minha igreja é um ovo e eu me sinto observada o tempo todo. Eu não relaxo um segundo. Eles não tem culpa de nada, é só viagem da minha cabeça. Mas pensa que eu consigo disfarçar? Talvez me faria bem não me sentir super tensa todo domingo. Queria ser invisível aos humanos nos domingos. Ser vista apenas por Deus. Mas eu vou, né. Fazer o quê?
E aí, beleza...escrevi isso tudo e não posso publicar. 
Se minha mãe ver, infarta. Se meu namorado ler, tem gastrite e me diz: "Isso de novo?"
To cansada. 
E agora, mais um dia termina, pra deixar outro dia inútil começar. 
Pelo menos eu escutei música boa hoje.

quarta-feira, 20 de março de 2013

não há.

Não consigo ler
Não consigo estudar
Nem consigo ver mais
Eu conseguia fazer poesia
Eu conseguia cantar
Conseguia olhar o sol e ver como é boa a luz do dia
Eu sou aquela que está em busca
mas não sei o quê, se pra mais alguem
me parece não ser pra mim, nem pra você
estou do lado de quem?
Não há nada de novo
Não tem sentido nenhum



eu não tenho chance, tenho?

sexta-feira, 15 de março de 2013

falta fralda

acho que perdi minha autonomia.
em todos os sentidos.
mas, agora eu fico me perguntando:
será que algum dia eu já tive?



e aí quando eu não quero tomar decisão alguma, reclamam.
nessa hora eu lembro daquele meme da noviça rebelde, no topo de uma colina verdejante, gritando:
"f***-se essa m**** toda!"

segunda-feira, 11 de março de 2013

la crise #2 - apanhadora no campo de centeio

Sempre que alguém me pergunta, eu não sei responder. Então eu vou escrever pra tentar entender pra tentar responder.
O que acontece é que um belo dia, estava cuidando dos meus bichinhos, na minha, de boa. E aí, me questionei: qual o sentido de tudo isso? Calma...De maneira bem prática: estava no IBAMA, cuidando dos bichos machucados ou apreendidos de tráfico, etc... e me perguntei se aquilo realmente valeria a pena de se fazer. Não que não tenha o seu valor, mas de maneira mais ampla, é tapar o sol com...peneira? Acho que peneira filtra muita coisa ainda. [...] E aí, pensei em fazer pesquisa. Por um milagre me vi num PIBIC num centro de pesquisa e conservação [deixemos o nome desse lugar de lado]... ah...finalmente eu vou FAZER alguma coisa. E aí eu vi alguma coisa sim... eu vi os egos sendo inflados e os bichos sendo usados. Eu não vi conservação nenhuma. Sabe, é uma merda criar expectativas num mundo onde ninguém mais tem. Onde "o lema é não exigir muito e alcançar uma tolerância absoluta", onde "não existem desafios, nem metas heróicas e grandes ideais, nem um esforço ou luta contra si próprio", como já dizia o professore de Humanismo e Ciências da Religião da PUCRS, Wilmar Luiz Barth, sobre o Homem Pós-moderno. E aí você descobre que tudo é falácia. Isso é destruidor pra uma alma.
Mas calma, uma luz veio no horizonte. A luz da humanização. Mas uma coisa que nunca me saiu da cabeça é que tem um humanismo que os humanistas que eu conheço metem o pau. Pelo menos até onde entendi. Então, humanismo é bom ou é ruim? E por que eu não posso qualificar as coisas de boas e más? O humanismo surgiu no renascimento do homem. Naquele renascimento em que Deus foi destronado como o centro de tudo, e o homem se colocou em seu lugar. Isso a gente vê até hoje, e a modernidade e toda a vida que a gente conhece veio daí. "Foi a libertação do homem das amarras do sacro e profano", é o que as vozes gritam até hoje. Há um artigo na revista Leituras da História, de novembro/dezembro de 2012, em que vi justamente isso. O autor do artigo, Ricardo Frantz, em sua reflexão me pareceu completamente apaixonado pelas repercussões do renascimento, até hoje. Mas eu também vejo gente dizendo que a modernidade desumanizou as pessoas, e portanto devem ser re-humanizadas. Pela lógica, inicialmente, fazia sentido. Mas aí, continuo vendo as pessoas se colocando no centro de todas as coisas. E eu fico cá pensando... será que Deus foi destronado AÍ? Eu vejo Deus fora de seu trono desde muito antes de Jesus nascer. E outra, toda a idade média foi governada por qualquer coisa, menos Deus. Como é que ele poderia ter sido RETIRADO de seu trono, se nem lá Ele tava, coitado. E eu poderia até entrar no papo da Graça, mas aí é outro assunto. Só que então, junto com esse "destronar" do século XVI [Deus há muito "rolling his eyes"], foi retronado na reforma protestante, onde o Deus da graça voltou a ser o centro por uns, mais ou menos, 5 segundos até todo mundo errar de novo e voltar a fazer merda besteira. Coélet, autor de Eclesiástes estava mais que certo. Não há nada de novo debaixo do sol. Nem fazer errado a gente faz diferente. Muito bem...nada disso faz sentido.

Mas beleza, as pessoas estão frias, desumanas, deprimidas, em pânico, solitárias, e precisam voltar-se aos saberes dos antigos! Vamos ler os clássicos e explorar todas as nossas sensações e emoções. Vamos fazer com que as pessoas olhem umas pras outras, vamos lembrá-las que dentro delas tem um coração, que bate, que ama, que sofre, que se alegra. Vamos fazê-las ver o mundo novamente como ele realmente é: drama. Não problemas e soluções. Não dados e cálculos. Pessoas. E aí vamos fazer pesquisa, provar aos caras do governo que realmente isso acontece. Só que, calma:
1- se você não explicar isso pra eles estatisticamente, com dados contundentes, que as humanidades são a solução de todos os nosso problemas, eles não aceitam;
2- voltar ao saber dos mesmos antigos que continuam destronando Deus. (???)

Desculpa. Eu sou burra. Se ninguém me mostra o caminho que seguir nisso daí sem continuar destronando Deus, eu vou ficar no limbo do mercado do trabalho, da academia, do Brasil, da USP.
Eu sei que há lugar para o conhecimento do homem e o conhecimento de Deus em algum lugar, mas eu não consigo encontrar, e a minha impaciência me faz ficar paralisada.

"Ah, clarinha...fácil. tenha paciência. duuhhh..."

Eu não consigo encontrar. Porque eu perdi as esperanças nos homens. Tudo é vendível, tudo é pago. Outra coisa que me irrita, apesar de ser tão antigo quanto a própria ideia, é que só tem educação superior quem tem dinheiro. E adivinha: você vai gastar dinheiro na sua educação com o singular propósito de produzir mais e mais dinheiro. Muitas vezes você nem quer, mas é pra isso que você serve. Ah, não venha me dizer, sr. livre docente, que desde seus 18 anos sua intenção era se tornar o filantropo que é hoje.


E aí me vejo na síndrome mais popular do século XXI, que eu acabo de dar nome [ou não, porque eu tenho quase certeza de que alguém já pensou nisso]: a síndrome de Holden Caughfield. Ah.. com certeza alguém já criou isso. Enfim, é depois de ter lido 'O Apanhador no Campo de Centeio' que eu identifiquei em seja lá o que isso for. Disseram que o negócio do Holden é que ele não quer amadurecer. Sério, eu li uns artigos que falam do que há por trás da histórias, e depois de obcecarem um pouco com o coitado do Salinger, eles falam daquele estado em que se encontram os jovens dos anos 40. Não precisa ser o cara mais inteligente do mundo pra ver as semelhanças do que se diz hoje. Tá que a pós-modernidade só começou  a botar pra quebrar em 72, segundo o David Harvey, falando sobre  a  "Condição da pós-modernidade", mas o que se fala é que hoje, somos todos adolescentes eternos. Aqueles que não querem ter responsabilidade. Mas diferente do que eu vi, e experimentei, e entendi do Holden, não é que ele fosse safado, mas que ele estava desacreditado da humanidade. Quando chega a parte em que ele explica que ele quer impedir as criancinhas de caírem no abismo, as explicações teórico-filosóficas são que ele  não quer que as crianças amadureçam, assim como ele não quer amadurecer. Do mesmo modo como ele não quer cair no abismo da vida adulta. E eu até entendo isso. Mas quando ele fala pra irmã dele sobre não se tornar um advogado por não saber se ele vai se tornar um advogado pra ajudar as pessoas ou se tornar um cretino que só quer dinheiro, eu vejo muito mais que apenas medo da maturidade e de encarar a vida real. Eu vejo um garoto que não quer se conformar com os meios e esquemas deste mundo (Rm 12: 2).
Pra mim, o Holden tem receios que, talvez, muitos cristão lidos não têm. A compreensão que ele tem de Jesus é um tanto humana. Mas ele achava Jesus um cara legal... não estou conseguindo achar, mas lembro de um trecho em que ele xinga os apóstolos, porque só faziam besteira antes do pentecostes. Mais ou menos isso. Outro trecho, em que ele está vendo uma apresentação de natal, cheia de gente fantasiada de anjo, Holden é bem sincero: "Eu disse que o velho Jesus com certeza ia vomitar se visse aquilo, aquelas fantasias e tudo". Ele sabia que tudo naquela apresentação era hipocrisia, e diz ter certeza que dali todos eles saíram loucos para fumar um cigarro ou algo parecido (p.135).
Outra preocupação dele era com o orgulho e a soberba. Não digo que ele é super humilde, mas acho que ele só não entendia como tudo se ligava. Eram pontas soltas de muitas coisas acerca do viver que ele não tinha nem idade suficiente pra saber que se ligavam. Isso, eu acho. Mas ele diz: "Se a gente faz uma coisa bem demais, aí, depois de algum tempo, se não tiver muito cuidado, começa a exibir. E aí a gente deixa de ser bom de verdade."
E ele chegou onde eu queria. É medo. Porque a gente vê isso acontecendo em todo canto. É deprimente. E é bem aí que eu tô. Eu não quero me tornar a advogada cretina. E eu acho que já me tornei. A veterinária cretina. A pessoa cretina. A cristã cretina. Mas você tem que ser alguém que tem potencial de se tornar cretino, porque se não você passa fome. E aí eu não quero virar mendiga. E aí eu sou cega pra saída. É querer ser mais que a apanhadora no campo de centeio, é querer ser a criancinha no campo de centeio.
É a sensação que ele tem, o "medo de que tudo vai dar errado, a menos que você faça alguma coisa."
Mas isso nem faz parte da porcaria do mal-estar da geração. A geração não quer ter metas heróicas, ou fazer alguma coisa pra evitar que algo dê errado. A geração, as gerações, estão preocupadas com a estética. Tudo é estética. Tudo é o ter, o querer.
Uma vez escrevi um texto sobre sedução. Está aqui no blog. E aí, tempos mais tarde eu leio esse livro e conheço o Holden e aí ele me fala: "A maioria das pessoas são todas malucas por carros. Ficam preocupadas com um arranhãozinho neles, e estão sempre falando de quantos quilômetros fazem com um litro de gasolina e, mal acabam de comprar um carro novo, já estão pensando em trocar por outro mais novo ainda. Eu não gosto nem de carros velhos. Quer dizer, nem me interesso por eles. Eu preferia ter uma droga dum cavalo. Pelo menos o cavalo é humano, poxa." Ai pronto, além de tê-lo parafraseado sem querer em meu outro texto, eu tenho um nome pro que eu sou/tenho/estou: Holden Caughfield.
Mas aí eu também sou Bilbo.
Vish...tô até com medo de cruzar isso.
Enfim, não tenho interesse no sucesso. Não quero ser famosa nem ter carros pra trocar. Mas ao mesmo tempo eu sou obrigada a viver numa cidade em que andar de ônibus a noite é basicamente ir se cagando de medo de onde você estiver até a sua casa. Ou eu posso simplesmente abdicar de fazer as coisas longe de casa. E a gente poderia entrar em toda a discussão de mobilidade, bicicletas, segurança pública, [um ciclista atropelado na paulista nesse fim de semana por um cara bêbado que jogou o braço decepado do coitado no canal/rio/seilá...].
Então não, cara. Humanismo e humanização não é a solução. Mas eles não querem solução pra nada mesmo. Nem pro meu pequeno problema de falta de encaixamento na sociedade.
E isso já repercute nos meus relacionamentos. Ai...nem vou entrar nisso. Eu não sei se tenho um fedor em mim que faz as pessoas chegarem perto de mim por uns segundos e sorrir indo embora. Eu me culpo, só pra garantir não julgar os outros. Hoje, né. Depois de muita porrada, eu me culpo. Responsabilizo...enfim.
E aí, Deus me incomoda diariamente, só Ele sabe pra quê.
E eu não consigo mais ser veterinária: 1- porque não lembro mais como; 2- eu não aguento mais. E se eu insisto, só tem vaga na catho pra clínica de pequenos animais. Hoje eu encontrei um site de uma clínica de silvestres aqui em sampa, mas depois que eu vi os videos de "entrevistas" com o veterinário dono de lá, eu tive medo e vergonha e fechei a aba o mais rápido que pude. Mas então, o que fazer? Eu queria fazer isso aqui. Escrever. Mas eu preciso de uma graduação ou um curso pra provar que eu consigo fazer isso. Pra me capacitar numa coisa que eu já sei fazer. E então é super caro a droga do curso ou não abre agora inscrição/vestibular/etc..., e aí eu não tenho dinheiro e tenho que trabalhar pra poder conseguir esse dinheiro, mas eu só tenho a droga do curso de veterinária. VSF.

Preciso fazer terapia. Mas eu não tenho dinheiro pra isso. Adeus.

"Dinheiro é uma droga. Acaba sempre fazendo a gente se sentir triste pra burro." [Holden Caughfiel, O apanhador no campo de centeio, p. 113].



Barth, W. L. O homem pós-moderno, religião e ética. Teocomunicação. Porto Alegre, v. 37, n. 155, p. 89-108, 2007.
Frantz, R. Renascimento? Para que serve? Revista Leituras da História, n.57, 2012.
Salinger, J.D., O Apanhador no Campo de Centeio, 18ª ed., Rio de Janeiro: Editora do Autor, 2012.