terça-feira, 20 de dezembro de 2011

silêncio, louvor e o resto da vida

[enviado em 21/12/2011, às 01:10 para email Grupo da Família Feitosa]

As pessoas tem muitas maneiras e momentos para usar palavras, e são raríssimos aqueles de silêncio.

Há duas semanas atrás eu perdi um amigo. Uma coisa besta como um atropelamento que gerou uma embolia pulmonar.
Ficamos mudos. Não havia palavras, nem orações, nem nada... Foi um dia completamente silencioso. Acredito que Deus entenda.
Mas no dia seguinte, eu vi as palavras voltarem em forma de música....ele foi para a Glória. Para o Pai.

Cara, lembrando disso hoje, eu pensei...eu tenho inveja. Claro... que filho de Deus não quer, mais que qualquer coisa, ficar perto do Pai?
Aqui é dia de silêncio, que passa para louvor, que passa para 'continuar a vida'.
No céu, é dia de FESTA!
Lembro quando Paulo falou aos Filipenses sobre a vida e a morte. 
No Capítulo primeiro, versículo 21 ele fala "Porque, para mim, viver significa oportunidades para Cristo, e o morrer é melhor ainda."
Em outras versões eu li "morrer é lucro".

Enquanto formos úteis para Deus, temos que louvar nossos dias e agradecer a Deus por ele...sejam os dias bons ou os ruins..."aproveitá-los", como fala Salomão fala em Eclesiastes. 
Quando não formos mais úteis para os desígnios de Deus aqui na terra, devemos agradecer ainda mais. Os dias de sofrimento acabaram, e vamos voltar para casa.

Tio nando voltou para casa. 
Só nos resta ficarmos em silêncio, louvar e continuar a vida.

Mas oremos sempre, pois o consolo só vem do Senhor.
amo vocês
Maria Clara

sábado, 17 de dezembro de 2011

é real...

Eu comecei a ficar com medo do que elogios excessivos podem fazer a uma pessoa. Nesse caso comigo.
Me têm como uma santa.
Comecei a, decididamente, me assustar.
E é por isso que fiquei feliz ontem, quando tudo foi posto em perspectiva e a realidade foi novamente realidade.

Ontem concordamos que sou orgulhosa, e eu ouvi que orgulho é mediocre, feio, fede, nojento, pequeno...

Ah Deus, finalmente.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

faça tudo apaixonadamente.

Eis que meu plano de fundo me fala..

Eis que eu já faço...

mas faço só para mim.

domingo, 4 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Depende...

 
Gostaria de compartilha uma coisa que me aconteceu ontem.

Eu estou completamente perdida no tempo e no espaço, e só lembro meu nome porque o google chrome memorizou minha senha de e-mail. Acho que isso vem no pacote da monografia. Mas ainda assim consigo lembrar qual ônibus que devo pegar para ir para universidade. 
Quando desci do ônibus, encontrei uma amiga. Ela estava com um cachorrinho na bolsa e estava acompanhada de uma garota. Ela me perguntou onde era o Hospital Veterinário, então eu as levei comigo. Enquanto caminhávamos, a garota que estava com ela perguntou: "Nossa, você é veterinária!? Que legal!!"
Eu respondi bem ridícula: "Ainda não...daqui a 15 dias!"
Então a garota foi e quebrou minhas pernas me perguntando: "E ai? O curso é bom?"
Eu: "..."
Gaguejei umas coisas que ela provavelmente não entendeu e depois que nos separamos eu fiquei impressionada com a minha firmeza! 

Um tempo depois, eu estava tentando resolver umas coisas da pesquisa e passei na frente da sala do 10° período (penúltimo período). Que, CLARO, estava vazia, claro, estava com o ar-condicionado ligado e, claro, estava com a porta aberta. Eu em toda a minha 'ecochatisse' fui fechá-la, mas me detive. Faz 1 ano e meio que eu passei por aquela sala. Que eu estive sentada ali, louca para que terminasse tudo e, de repente, em 15 dias de fato estará.  Minha pressa não foi tão apressada assim! Enfim, entrei, fechei a porta e me sentei. Olhei em cima da lousa branca e tinha os restos de uma brincadeira da turma do período anterior ao meu: um desenho de um bonequinho que dizia "estava adiantando meu ESO!"  Então lembrei da pergunta da menina: o curso é bom??
De repente eu achei a resposta! Era tão óbvia. E tinha tudo a ver com o que eu estava estudando em minha monografia. É simples:

"Depende do que você quer fazer com ele."

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ela é minha



Eu me apropriei daquela música.
Ela não pertece mais àquele filme
Nem àquele personagem.
Ela é minha.
Me lembra eu,
Me lembra o olho branco do meu cachorro,
Me lembra aquela curva com aquela palmeira.
Me faz querer procurar uma estrela
Naquele céu parcialmente nublado,
Contrastando a luz laranja que viola o céu toda a noite.
Me faz lembrar daquela lua crescente,
Sorrindo, debochando.
Um riso atrás de cabelos ao vento,
Se escondendo em nuvens
Me lembra meu coração no limbo.
O amor no limbo.
Ele morreu e não tem graça.
Precisa de um nome, de um lugar.
Está entre os mundos e chora
De alegria e de tristeza,
De sonho  e saudade.
Me lembra meu medo.
Me lembra de escrever.
Aquela música...ela é minha
Ela sou eu.

domingo, 27 de novembro de 2011

fingindo

I realised I love driving...
with the windows completely open
my hair blowing in the wind
caressing my skin
at night
listening to that song
feeling the smell of the estuary
pretending I´m free.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

vá onde seu coração mandar

Quando a cidade com 100 gazilhões de pessoas estranhas representar um só coração, a hora chegou?
Não confio em nenhuma delas.
Me dá medo. Ela é grande, cheia, barulhenta, cinza e tem um cheiro só dela.
Dá amor.
Mas sabe o que é mais interessante?
A saudade sempre arruma um jeitinho de ter motivo pra aperriar o cidadão.
Farei como mandam os livros: vá onde seu coração mandar.

domingo, 6 de novembro de 2011

Dieu


Le Dieu de ma foi ne cesse de tromper et de guider le désir qui cherche à le prendre. Il le trompe, car rien de ce que je sais n’est lui. Il le guide, car je ne l’attendais pas là où il vient... il n’est le Même qu’en resurgissant comme l’Autre.

Michel de Certau

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

sol, pele, sangue, suor

Esse pranto vai para todo aquele que só dorme para acordar para mais um dia de muito sofrimento. Como aftas que acordam mais inflamadas que na noite anterior. Eu que não sei os seus 'por quês', nem quem são, gostaria de absorver todas as suas dores em uma grande e excruciante dor, que rasgue e corte e sangre a minha carne. O sol cruel que sempre volta, ao invés de ir para sempre, não se basta no nosso sofrimento e vem para nos arder.
Mais um dia de espera
Mas junto com a eterna dor, a eterna fé, que nos segura até o fim.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Tudo é...

fu.gaz adj (lat fugaceQue foge facilmente ou com rapidez. 2Rápido, veloz. 3 Transitório.

vai.da.de sf (lat vanitate1 Qualidade do que é vão, instável ou de pouca duração. 2 Desejo imoderado e infundado de merecer a admiração dos outros. 3 Vanglória, ostentação. 4 Presunção malfundada de si, do próprio mérito; fatuidade, ostentação. 5Coisa vã, fútil, sem sentido. 6 Futilidade.

i.nu.ti.li.da.de sf (lat inutilitate) 1 Qualidade de inútil. 2 Falta de utilidade. 3Incapacidade. 4 Coisa sem préstimo.

i.nú.til adj (lat inutile) 1 Que não tem utilidade. 2 Frustrado, estéril. 3Vão. 4 Desnecessário. 5 Sem préstimo.

i.lu.são sf (lat illusione) 1 Engano dos sentidos ou da inteligência. 2Errada interpretação de um fato ou de uma sensação. 3 O que dura pouco. 4 Dolo, fraude. 5 Traição.

fu.ti.li.da.de sf (lat futilitateQualidade de fútil. 2 Coisa fútil.

va.por - sm (lat vapore) às pressas, rapidamente.

mean.ing.less - adj sem sentido, inexpres­sivo.

quando o empreendimento não leva em conta o propósito de Deus.

-Eclesiastes 1

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

de ir e de vir

eu não tive tempo nem pra chorar.
foi igual a tirar band-aid.
rápido e indolor.
indolor...
vou escrever um artigo para uma revista de ciência.
vou descrever uma dor completamente nova.
vou esclarecer anos de dúvidas.
e vou falar sobre o tempo.
esse é coisa que só importa na vida.
morto não liga pra hora.
morto não liga pra nada.
os vivos tem tempo.
tempo pra cada coisa.
tempo de vir e de ir.
de ficar perto, de ficar longe.
tempo vira ouro.
tempo acaba.
eu quero registrar um furto.
eu tinha tempo. não tenho mais.
eu tive cuidado, ele estava comigo, eu prestava atenção.
mas ele sumiu. eu não perdi. não joguei fora. cadê?
só pode ter sido furtado.
vou arrumar outro, mas quero resolução desse caso.
arrumei um tempo novo, com ele decidi viver.
aquela história de morte, céu, eu quero tudo, e queria agora.
não quero mais agora. agora quero tempo, bem muito tempo.
quero cada segundo até a velhice. quero que você conte todos eles pra mim.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

eu agradeço a Deus.

Com essa música aqui:



Essa semana foi grande...
Muitas revoltas. Mas de todas elas, eu acho que a maior foi por causa desse congresso absurdo. E por causa de uma pessoa absurdamente intolerante. Então eu fiz isso:

Depois disso, eu fiz um texto. Enorme. Cheio de referências e lógica. Cheio de uma tentativa de fazer ciência. Depois de corrigido, eu perdi a vontade de postar. Fiz num momento de raiva e revolta. Não tem muito a ver com o que tem escrito ali em cima. O texto está salvo, mas vou esperar um pouco mais.

Ontem eu apresentei um trabalho falando sobre o Laboratório de Humanidades da UFRPE . Sobre um experimento que fizemos na disciplina de Bioética e Bem-estar animal. Três foram as avaliadoras que vieram ver meu painel. A primeira chegou com aquela cara "que diabos? amham...vai demorar...". A cara dela foi nitidamente mudando no decorrer da explicação, no final, ela já se voltava para mim e concordava e falava o quão interessante era aquela maneira de ensinar, aprender, ver, questionar... A segunda, apática chegou, apática se foi. Depois fiquei sabendo que ela uma professora muito jovem que, segundo alguns, era meio, digamos, gretada. A terceira chegou bem tarde, meio esbaforida, meio conversadora, conhecia minha orientadora a anos, bem animada. Ela se mostrou prática e atenta, mas nada me mostrou um especial interesse da parte dela pelo trabalho. Depois que comecei a explicar, que ela se situou no assunto, ela começou a falar um pouco sobre como coincidentemente ela tinha feito uma interrogação [como ouvi alguém dizer essa semana] a si mesma. Se perguntar se ela não deveria parar, pensar, ir mais devagar. Falou que era muito acelerada, que estava doida fazendo projeto, indo dormir 2 da manhã e acordando 5. No meio da minha apresentação me atrevi a citar a bíblia. Quando de repente percebo que ela começou a chorar. Lavou o rosto com lágrimas e continuou a desabafar sobre como corria, corria, corria, e se perguntou: O que é que eu estou fazendo na minha vida? O material acaba e o espiritual fica. Falei: "Tudo é fugaz. Tudo é vaidade."

Então ela falou que tinha achado muito bonito o gesto de algumas pessoas ao agradecerem a Deus. Viu algumas outras pessoas com o mesmo adesivo na camisa e falou que ficou admirada enquanto apontava para o que estava na minha blusa. Eu não ia falar que tinha sido iniciativa minha, mas minha orientadora falou. Dei alguns adesivos a ela e ela falou: "gostaria de ir nesse Laboratório de Humanidades, acho que todos precisamos disso." Minha orientadora me falou que ela é uma grande pesquisadora da universidade.

Segundos antes eu me criticava intimamente: "eu poderia ter feito mais. Poderia ter feito mais barulho com isso. Deveria ter impresso mais adesivos". De fato, eu poderia. Talvez até deveria ter feito. Mas eu tive certeza de que minha autocritica era nada diante da repercussão que teve, não em 50 nem 100, mas em uma pessoa.

Meus finais moralistas de contos de fadas me dão nos nervos, as vezes.
tpm.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

um ano.

Dia 1 de outubro fiz um ano de blog. Muitas coisas aconteceram [casamento de uma linda amiga e hospedagem de uma pessoa muito importante para mim], e isso me fez não postar nada no dia.
Ainda assim, não posso deixar passar. Não coincidentemente, este é o 60º post deste blog. Sim, eu esperei de propósito para marcar esses dois acontecimentos ao mesmo tempo.
Não esperem um post extraordinário. Eu não espero.
Só gostaria de dizer duas coisas:
um ano... isso me faz pensar no meu primeiro post, no momento e lugar em que estava e nas coisas que tinha em meu coração. Em contraste eu penso no agora e em tudo que teve no meio. Essas datas nos levam a fazer isso. Me pergunto porque as pessoas tem esse costume. De fechar e começar um novo ciclo. Sei lá. Quem sou eu para inovar... Enfim, eu agradeço a você que esteve comigo...sim...você... eu te amo...
Outra coisa é mais um pedido que algo a dizer.
Um dia, quando você estiver por aí nessas andanças da sua vida, quando você nem se lembrar mais que leu isso aqui, você, sem querer, vai olhar para o céu e lembrar de fazer o seguinte: pare, olhe, escute e só isso. Não pense, não ore, não pergunte. Só olhe. Você vai ouvir algo. Deixe-se escutar.

"Eu te amo tanto. Você não consegue imaginar. Nem tente. Eu não sou maior que o meu amor por você. Não há coração no mundo para tanto amor. Nem juntando todos os 7 bilhões de corações. Mas você é livre. Você pode me amar de volta. Ou não. Você pode me odiar. Você pode me ignorar. Mas eu te amo. Você pode escurecer o céu, pode sujar o chão, pode apodrecer as águas, mas eu vou continuar a te amar. Nem Eu sou maior que o meu Amor por você. Você...vai conseguir..."

eu ouvi isso.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

odeio sopa.

Não estou conseguindo manter uma linha sequer de raciocino que sirva para qualquer coisa que seja, além de ser jogado fora tudo o que eu disser.
Minha cabeça quebrou, foi pro conserto e o prazo é 40 dias úteis para devolução. No mínimo. Mas se for tipo HP, posso começar a chorar.
Outra coisa que acontece é que quando a cabeça quebra, o coração assume.


Ferrou foi tudo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Diálogos internos #1

"- Tsc. Droga de casal se beijando no meio da rua. Tem o que fazer não, é? Orr..."

"- Isso soa fortemente a recalque."

"-... o cara mora lá no inferno de longe. [eita...desculpa...só no longe]...me dá um crédito. É um saco isso. Droga!"

"- Mas não foi isso que tu pediu? Eu registro tudo, você sabe."

"-... foi ............................ [shameface]"

"- Tabacuda."

sábado, 10 de setembro de 2011

compre boninas

Vá e guarde a caneta no estojo azul de dois reais que comprei na feira. Vai. Escreve do que sobrou. Lave o chão. O azeite que derramou mais cedo. Cante com gregory até passar, que não vai passar. Perca seu tempo. Agora preste atenção e veja o hemisfério vazio em que está. Cante. Cante para Deus. Feche os olhos e leia. Leia o que tem aí. o que tem aí? o quê? Desiste. Tu nunca vai saber. Continue. Apenas isso. Continue. Vai ser sempre assim. E coélet sempre volta aos seus pensamentos gritando, daquele jeito insurdecedor que só Deus sabe: "não há nenhuma novidade debaixo do sol." Você nunca vai ser novidade. Hipócrita. Raza. Insipida. Insuficiente. Irônica. Ridícula. Veja os pinheiros dançando. Por favor, leia-as sob a luz da lua. Toque. Toque-o. Feche sua caixa de surpresas, caixa de tesouro. Morra, e ninguém poderá tirar nada de lá. Chore. Compre boninas. Chore mais uma vez. Isso é seu e de mais ninguém. Não se dê, se empreste. Construa sua cidadela e a vá habitar. Esqueça de tudo e finja que é feliz. Droga. Essa música não está te ajudando, está? Desligue e vá ver Sofia Loren colher girassóis russos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

look up.


I saw this kid at a bakery today. He was walking inside, looking up, and I was outside in the car, waiting for my  mother to buy some bread. And I envied him. I know that inside of that bakery, on the ceiling, there is a mirror, and that little kid was doing exactly what I´ve always wanted to do every time I go there. 
He was walking, looking up at that mirror and no one was judging him. Then, I got sad. If I do something like that, people will look at me and wonder "wth is that crazy woman doing?".

What makes a child normal, and a woman crazy? Grown ups?
Adults can´t day dream?
Adults can´t imagine?

I guess we have to give that up to make room for all the crap we´ve to handle with, and think, and become. 

Funny how Aldous Huxley saw that coming. And John Lennon tryed to rescue, somehow. And James Barrie tried to fix.
What we´ve become.
That must be some miserable life, huh? 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

espuma do mar



Eu sei. Acredito profundamente. Sinto que saudade é tão forte e tão carente. Ela não habita o corpo sozinha, vem sempre acompanhada daquelas outras desgraçadas. Em uma de suas visitas, só se sente o coração doer. Então, lá está: o bolo de carne viva cheia de dor.

E é só isso o que se é, até que o sono ou a morte caia sobre si. Nada mais, além desses sonhos miseráveis  de alívios momentâneos, aplaca a dor. É residente perene; até o dia em que eu e minha dor, juntas, irmãs, cumplices, confidentes, nos tornemos espuma do mar.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

um sonho e uma visão

Esse é um registro que fiz a uns dois anos atrás. Meados do segundo semestre de 2009, logo após uma aula, estava sentada na sala de aula e decidi escrever no meu caderno um sonho que havia tido na noite anterior.  "Tenho que escrever esse sonho. Ontem à noite eu sonhei com Jesus! Ele veio para nos ensinar algumas coisas simples e tirar dúvidas. Eu sentia que era mais para ficar perto da gente. Ele era lindo e eu não conseguia medir minha felicidade. Ele não era alto mas era forte, loiro com cabelos ondulados até o ombro. Parecia meio bronzeado e que tinha andado muito para chegar lá. Estavamos numa sala com cadeiras e um quadro branco bem grande. Parecia uma sala de aula e tinha ar condicionado. Engraçado que Ele estava com uma cara de preocupado, era muito tímido, apesar de ter uma boa oratória. Eu tiro tudo isso dos flashes que vem na minha cabeça. Haviam pouquíssimas pessoas na sala, o que era meio triste, mas Ele não se importava e me parecia que a missão Dele era explicar umas coisas e tirar dúvidas. Eu sinto que perguntei muitas coisas mas não lembro de nada. Eu lembro que ele completou uma pergunta minha sobre a igreja católica. Eu falei: '...eu era católica, mas...', e Ele completou: 'Agora você é cristã.', como se dissesse 'eu sei!'. O interessante é que eu olhava e as vezes Ele estava com uma roupa diferente... No começo só uma túnica branca, que mais parecia um kimono. Depois uma roupa com faixas de cetim rosa que ia até o pescoço. E outra hora sem blusa, de um jeito que deu para ver que Ele tinha umas marcas no corpo, umas tatuagens. Lembro que eram sinais e desenhos que eu não entendia direito. Meio simbólicos. Cobriam todo o peito e as costas. E nessa hora eu virei para Bruna e falei 'Ó Bruna, a gente pode fazer tatuagem, olha só, Ele tem'. Nessa hora ele ficou tímido e calmamente falou: 'Não, para você não é muito bom não. Isso aqui é outra coisa'. Eu ainda não sei o que isso poderia querer dizer. Depois disso, eu falei a todos que a gente deveria sair do ar condicionado e ir lá para fora, porque o céu estava lindo, e saí. Do lado de fora estava tudo meio bagunçado, meio em ruínas, e quando eu tomei conta do que eu estava vestindo [eu estava de biquíne], eu fui brincar. Achei uma caixa d'água velha e embaixo tinha uma torneira que, ao vazar, formou uma poça de água mais cristalina que eu já tinha visto. Eu me deitei na poça e, o que tinha de bonita tinha de gostosa. Nessa hora eu vi que Bruna havia saído também e estava de biquíne, só que estava toda suja de lama. Chamei ela e ela veio, mas logo ela pediu para voltar para dentro. Nós íamos entrar de novo pela porta da frente, mas nos envergonhamos de entrar daquele jeito. Fomos para outra porta, trocamos de roupa e entramos. E acabou aí. Foi muito bom esse sonho. Seria legal ter outros assim."
O que me faz postar aqui isso agora, depois de tanto tempo, foi o email que recebi de uma amiga, a mesma Bruna do sonho, que falou que lembrou do sonho que eu havia tido. O email dizia o seguinte:




"Gostaria de compartilhar com voces, meus amigos, a visão que tive na 5 feira 14 de julho de 2011. VISÃO DO CORPOEstava dirigindo o meu carro. Como sempre no engarrafamento da Linha Vermelho.Enquanto orava no espírito e pensava em Jesus eu tive uma visão.Eu vi Jesus, e o inicio da sua paixão. Ele era cuspido, escarnecido, zombado, chicoteado e perfurado. Pra que você possa entender o que vi, o mais próximo de todo este tormento pode ser visto no filme a Paixão de Cristo de Mel Gibson.Ao terminar esta parte da visão ouvi uma voz que me dizia:Estais tristes? Se sente mal? O que sentes? Por que sentes isso?Tentei responder com poucas palavras.E a voz respondeu: Eu também me sinto assim, Todos os dias.E continuou me perguntando: O que você viu?Então disse que via Jesus sofrendo em meu lugar.Não!!! Você não viu Jesus. Dizia aquela voz.Este é o meu corpo. Este é o meu corpo. Este é o meu corpo. Este é o meu corpo. Este é o meu corpo. Este é o meu corpo. Este é o meu corpo. Este é o meu corpo. Este é o meu corpo. Este é o meu corpo.Então meu entendimento se abriu. E Deus disse: Este é o meu corpo. A minha igreja.Como fizeram com meu filho assim fazem com minha igreja.Minha igreja é o corpo e Jesus é o cabeça.Neste momento a voz declara: Olha como era o meu corpo.Então eu vi um corpo de homem de pele clara, porém não conseguia ver seu rosto.De repente este corpo de homem começa a ser tatuado a partir do peito.Igreja Catolica Apostolica Romana. Então de uma maneira surpreendente o corpo começou a receber diversas tatuagens com diferentes nomes de igrejas e denominações. ESTA FOI A PARTE QUE MAIS ME IMPRESSIONOU. Apartir das igrejas históricas, da reforma, pentecostais, e muitas e muitas tatuagens o corpo começou, COM EXCEÇÃO DA FACE, a ficar todo tatuado e em algumas partes manchado, pois em cima de tatuagens anteriores, vinham outros e tatuavam outros nomes e complementos. Ate que um determinado tempo o corpo estava completamente manchado.Então a voz disse: Este é o meu corpo. Eu nunca quis um corpo manchado. Eu queria um corpo limpo. Mas cada um dos homens quis imprimir a sua foto, a sua característica, a sua visão, mesmo parte das minhas revelações. Cada um deles quis imprimir a sua identidade.Eu não quero mais isso. A identidade que quero é a identidade do meu filho. Eles mancharam meu corpo. Chega de tatuarem no meu corpo CHEGA. Dizia a voz com bastante veemência. Estas tatuagens me doem no corpo.Escute: Mesmo manchado ESTE É O MEU CORPO. Eu quero o meu corpo. Eu desejo o meu corpo. Eu não abro mão do meu corpo. Eu padeço pelo meu corpo.Lembra quando falei pra Oseias ir buscar sua mulher mais uma vez. Eu também quero meu corpo. Nunca vou abrir Mão do meu corpo.Dizem que meu corpo esta dividido. Meu corpo não esta dividido, porque ele é indivisível. Lembra que as escrituras declaram que nenhum dos ossos de Jesus foi quebrado. Assim é minha verdadeira igreja. Ela é indivisível.Minha igreja está tão manchada que muitos vão começar a rejeitá-la.No entanto, existem alguns que farão como a prostituta que ungiu os pés de Jesus. Entrou na casa do fariseu, reconheceu a Jesus e o ungiu com o melhor que ela tinha.Se as pessoas olharem para o corpo não conseguirão reconhecê-lo. Mas os que olharem para sua face, para seus olhos, a única parte que não está tatuada, o reconhecerão como Senhor e ungirão os pés da igreja.Porém alguns, se dizendo entendidos, mas puramente religiosos, olharão para o corpo e rejeitarão o meu corpo e consequentemente a Jesus.De repente o corpo tatuado começa a ser chicoteado e maltratado. A voz continua: Assim como fizeram com meu filho assim farão com minha igreja. Ate alguns que se dizem ser membros do corpo estão mutilando o corpo com suas palavras e posições. Estes nunca fizeram parte do meu corpo.Isso me deixa triste. Meu corpo, minha igreja vai começar a sofrer. Mas tudo isso se faz necessário. No entanto, aqueles que estiverem ligados a este corpo serão verdadeiramente curados e libertos. Pois a medida que a coroa de espinhos for cravada na cabeça, o sangue que cura, liberta e transforma será derramado por todo meu corpo. E aqueles que estiverem nele ligados serão cobertos pelo sangue. Porem os que estiverem de fora não receberão.Assim como meu Filho, haverá um tempo em que a igreja vai parecer morta, durante três dias. Depois destes dias minha igreja a de ressuscitar com poder e Gloria.E não verão mais um corpo tatuado e manchado, mas um corpo glorificado, um corpo transformado.Esta igreja se levantara para reinar comigo.O que fazer nestes últimos dias perguntei a Deus?Durante este tempo deves ungir o corpo.Assim como Jose de Arimateia, homem rico que se tornou seguidor de Jesus, busque e guarde o meu corpo. Limpe o meu corpo, unge  meu corpo e envolva com lenços brancos. Faça isso com o corpo.O Senhor me alertou: Cubra , lave, unge apenas o corpo morto. Aqueles que quiserem se manter vivos, andar segundo suas próprias vontades, deixe-os. Mas os que se entregarem, se arrependerem e mortificarem sua própria carne serão dignos de serem cobertos.Até agora estou pensativo com o que recebi. A medida que escrevo continuo lembrando de outros detalhes.Estava dirigindo meu carro, mas nem me lembro o caminho e o que tinha no trajeto da Pavuna ate a URCA. Quando percebi já estava no estacionamento da universidade.Que o Senhor nos ajude e nos dê compreensão maior das coisas do tempo do fim."Achei tudo isso muito forte e penso que demorei muito para compartilhar o sonho que tive. Mas esse email me relembrou da importância de se compartilhar esse tipo de coisa. Talvez agora seja a hora certa para isso. Vai saber, né? Enfim, espero que tudo isso seja tão impactante e forte para você quanto foi para mim.  Foi um email do João Correia. João, se você vir esse post, gostaria de te agradecer!Deus seja louvado.



sábado, 20 de agosto de 2011

Agora sim...

...paz, enfim.


[tenho bem uns 50 textos em papel para postar.]

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

nossos últimos dias como crianças.

Estou certa de não ser nem a primeira nem a última a ter o peito afligido dessa forma. É a forma mais maravilhosa de sentir vida. Angústia, misturado com alegria, tristeza, saudade e medo, tudo ao mesmo tempo.
Já me vi pensando no coração como uma panela de sopa em que alguém [ou nós mesmos] mexe sem parar, sem dó. Sopa de sentimentos misturados.
Graças a Deus por isso.

Estou ouvindo Explosions in the Sky.
A música se chama "Our Last Days as Children". A época em que ouvia direto esses caras foi a época em que uma certa foto foi feita. Estamos eu e um amigo meu no zoológico. Foram de fato nossos últimos dias como crianças. Me lembro nitidamente dessa foto quando escuto essa música. A nostalgia me faz sentir viva.

Então vem a saudade. Essa machuca. Como que quente demais.
Lembro dos dias em que ela não habitava mais em meu peito. Dias sem dor. Como se tivesse tirado férias. Férias acabam. As dores voltam.
Sabe, uma saudade puxa outra. E quando você menos espera, é tudo o que você sente. Por diferentes motivos, de diferentes pessoas e coisas, acompanhada pela solidão. No final, você é um bolo de carne viva cheio de dor.
Mesmo assim, me alegro, pois me sinto viva.

E quando nenhuma angustia, alegria, tristeza, dor, saudade, medo, te perturba, seu coração volta pro lugar. Acredito muito nisso, por isso falo sempre.
Aí, você pode contemplar Deus na maneira mais completa que um ser humano consegue. E seu interior se enche de uma beleza indescritível. Você sorri e se sente mais vivo que em qualquer momento antes na sua vida. É só olhar pro céu. Para as estrelas.
Para mim, as estrelas são as janelas circulares do céu. O céu é tão cheio de poder, tão brilhante, claro.... Dela, Deus vê tudo, de todos os ângulos. E ele encheu o nosso céu de estrelas por isso. Em todo lugar, mesmo com nuvens, com muitas luzes urbanas, lua cheia, teto...não  importa com o que a gente tente encobrir os olhos Dele. Elas estão lá. Sempre.

Graças a Deus por isso!!!

Agora? Eu sinto saudades de você.
Mas o mais forte dos sentimentos é o desejo da sua felicidade, acima da minha. De manter o sorriso no seu rosto até o fim dos dias, até o dia em que, a mim,  isso não mais couber.
Minha sopa, que é vida, agora fervilha pra você.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

...

I felt my heart melting
along with my soul and my strength

I could never release myself and run
for I was too tangled up in his arms
and isn´t it what I always desired?

the thought of freedom hurts
the glimpse of death makes me flinch
to have you so far 
in charged me of filling the ocean 
with salty waters from green eyes 
for jason.

sábado, 16 de julho de 2011

sempre há

há um motivo...
sempre há.

de você eu sinto saudade. de você eu sinto raiva. de você eu sinto pena. de você eu quero melodia, ritmo e  harmonia. de você eu quero amor. de você eu quero Amor. volte. fique. não vá. me leve. me salve. me faça cantar. me faça Cantar.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Até quando?

Até quando você vai se enganar achando que você sabe o que é melhor para você? Até quando você vai se enganar achando que pode barganhar com Deus. Questione-se o seguinte: entre Ele e você, quem de fato sabe melhor sobre o que é bom e que é mal? Quem tem vícios? Quem Ama incondicionalmente? Quem é egoísta? Quem tem falhas?

Depois me fala o que tu concluiu. E me diz se você quer continuar se enganando.

Só isso.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

acena à distância.

Antes de ir ler, gostaria de te informar que a partir de hoje tenho plena percepção dos meus sentimentos. Um dia, é claro, eles novamente ficarão confusos. Porém, aprecio, meu bem, cada momento dessa percepção. Ausência de confusão é  fôlego após a apnéia. Mas isso não me cega, amado, para a sua existência do outro lado do mundo. Eu sei de tudo de você e você sabe tudo de mim. Aliás, mentira.  Ainda não me conheço tanto assim. Sim, é por isso que a gente se conhece. Somos iguais, você e eu. Você daí e eu daqui, conhecemos e reconhecemos o outro em nós. Como você se chama? Só me falta saber disso. E te ver. Te sentir. Me ter. Mas não te quero agora. Agora fica por aí, amor. Me deixa quieta um instante pra te conhecer melhor. Me olhe daí naquele espelho pequeno que tem atrás da porta do guarda-roupa. Deixa o teu caminho se mexer no meio do tempo para se alinhar com o meu. Só mais uma coisa, meu bem. Saiba que na primeira vez que te ver, tudo vai parar por um minuto. Meu peito, a chuva lá fora, o relógio, seus olhos nos meus. A partir daí, tudo vai fazer sentido. De novo. O sentido que existia na infância e se perdeu debaixo do nosso nariz. Vai ser tão engraçado encontrar o meu embaixo do seu e o seu embaixo do meu. Prepare-se para esse momento, amor, que vai chegar para nós dois.

um satélite na cabeça

"porque no rio tem pato comendo lama?"

Ponte da Capunga - Recife.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

questionamentos de quem anda de ônibus.

There´s something about the leaves falling down that break my heart. What is it?
The way God says he´s not yet discouraged of us? Music written in the air? Tenderness and sacrifice from the trees? Gifts? Unexplainable?
And what about the wind? It loves to cuddle around the world. Everything. Our hair, our skin, the ocean, the feathers of a bird, those same tree leaves. The world dances in joy. All the time.
In the end, maybe, these leaves don´t  fall  to be the protagonists. This ballet of everyday between leaves and wind are only a frame. Maybe what we should see is beyond them, staring. You see, that´s why it is known that God is all around us. Leaves fall everywhere.
No. He´s not discouraged of us at all. Even though, most days, we are discouraged of everything, of ourselves.
But, seriously, there must be something there, right? Beyond those leaves.
Well, there'll always be these never ending questions as long as I ride the bus.

[Achei no meu diário já escrito em inglês.]

sexta-feira, 1 de julho de 2011

com um sorriso infantil na cara.

esse mistério que está em tudo no nosso conhecimento deixa muito mais digno o tempo que se gasta conhecendo alguém.

terça-feira, 28 de junho de 2011

e meu dedo ainda dói.

Do ônibus desce uma mente confusa.

"Isso de Deus ser nosso 'pai' é muito doido. Me pergunto como deve se sentir. Todo dia, toda hora, a galera fazendo merda. Deve magoar um bocado. Quase me dá vontade de ser mãe, só pra ter noção. Vige, que motivo babaca...mas dá vontade. Você amar mais que tudo e ser magoado. Perdoa porque ama mais que tudo, e ser magoado de novo... porque covenhamos que filho nenhum é perfeito."

E a mente continua confusa caminhando para casa.

"Mesmo assim, sendo mãe, acho que nunca vou ter noção. Somos muito essencialmente egoístas para entender esse tipo de coisa...será, velho? Eu fico angustiada de imaginar o que Deus deve pensar ou sentir...sei lá."

Em casa, esquece um pouco a confusão e sorri para o papagaio quer ir para o ombro...ele sobe...e no primeiro carinho ele bica com muita muita força. Dói muito. "Cara, porque você fez isso!!!!!"

A mente, ainda confusa, corre para a pia, lava o sangue, vê a ferida e chora. Chora. 15 minutos e ainda chora.

"Que isso??" Comença a enumerar as várias doenças que poderiam ter acometido a sua mente já confusa...e ainda chora. Quando percebe...

"É por isso?? É assim??? Porque to chorando tanto, meu Deus? É assim que Você se sente? Você dá carinho e recebe feridas em troca? Doi tanto mais assim por dentro?" As lágrimas ainda lavam o rosto. "E olhei para ele e ele nem sabia o que estava fazendo...ignorante de ter me magoado? Ou não? Não sou do tipo que acredita na inocência de um papagaio...ele sabe da força que usou . Mas ele não sabe o que fez. Ele acha que sabe, mas no fundo, ele não sabe é de nada."

Não sabia mais se chorava pela dor, pela mágoa ou por Deus. Mas a mente estava um pouco menos confusa.

domingo, 26 de junho de 2011

...pra você!

É tanto café na veia que eu nem lembro o que eu ia falar aqui. Era desabafo.

Eu sei que eu estou com raiva. Muita raiva. Sei que gosto de ironias para aliviar a raiva.
Nada como ironizar para desabafar. Eu sei, é feio, mas melhor que matar, roubar, etc.
Ah, dane-se. Tomei um expresso duplo, meio sem querer, estou tremendo que nem portador de parkinson e recebi um e-mail "feladamãe".


E a prioridade é engordurar meu currículo..... ham....foi isso mesmo que eu entendi? Gordura? Ow "migz", não gosto de nenhum tipo de gordura!

Beleza?!

sábado, 25 de junho de 2011

I´d like to know you.

gosto de usar palavras difíceis para as coisas simples. preciso ser simples. eu gosto dessa música.


é bem simples. precisamos ser simples. sejamos simples!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

você e a canção pra sonhar



Existe uma sensação ou um sentimento que eu não sei se tem nome.
Você se sente leve, livre, meio triste ou nostálgica, um pouco apaixonada mas com o coração partido. Meio curiosa, mas com medo. Inspirada e confusa. Com preguiça, com vontade de cantar, mas um pouco envergonhada. Empolgada e novamente vem o medo. De repente você desiste disso tudo. 





Ai volta a sentir de novo. Você sonha. Dormindo ou acordada, você sonha. Você escreve um monte de palavras aleatórias que ninguém vai entender no seu blog. Deleta. Escreve de novo. Pensa: que se ferre. E aperta "publicar postagem".


And all of this is because of you and that song.

domingo, 12 de junho de 2011

green light.

Estou ouvindo uma música que toca no celular de uma grande amiga quando recebe ligação.
Eu coloquei essa música de propósito. Me dá sensação de liberdade. É precisamente disso que gostaria de falar.

É tão amplo. Eu poderia me perder nesse tema. Mas vou falar de uma faceta bem simples.
Com todos os problemas ridículos, ou não, me considero livre. "Ah, amiga, mas você é presa pelo sistema, pela máquina conspiradora do capitalismo, etc...etc....". E...? Não vou começar com um papo espiritual, apesar deste ser um grande responsável, mas como falei, é bem simples. Comigo está assim, com você pode estar diferente.
Digo "está" porque tudo passa, tudo muda, sempre. Isso não torna menos digno de ser apontado.

Odeio quando meus posts começam com uma conotonação de "lição de moral" ou "de vida".

Começo a perceber e a aceitar o fato de que as coisas ruins fazem parte da vida. Não que a gente deva se acomodar, mas que elas existem. Às vezes são tão poderosas na minha vida que "estar na merda" se torna estilo de vida. Por causa de garotos? Esses são problemas menores. Frequentes, mas menores.

Tem aqueles problemas crônicos. Aqueles que não tem jeito e você aprende a lidar com eles. Sim......mas....liberdade.
É quando eu olho pra um paisagem aleatória, sem muita importância, como um céu bonito por trás de um semáforo verde, demoro um pouco para engatar a primeira, levo uma buzinada do carro de trás, e consigo sorrir. Depois sorrio comigo mesma de como fui boba e de como aquilo foi bom. E penso: "livre". Ninguém nesse mundo inteiro é 100% livre. Mas a mente pode se libertar por um segundo, mesmo aquela mais alienada, né verdade?
Faz muitos anos desde a última vez que me senti assim.
Existem dois responsáveis por isso. Um deles é O mais importante. Outro, talvez nem possa dizer aqui, e talvez ele nem saiba ou sequer fez algo consciente a respeito. Mas é. Não, ele não é tão importante, e talvez nem queria ser, nem eu quero mais que seja, mas é responsável.

No final, acho que o segredo é paz. Tenho paz dentro de mim em algum sentido que não posso explicar. Nunca completamente. Jamais completamente. Mas alguma paz eu tenho. 
Falei sobre roubar paz para umas pessoas esses dias. Roubar paz também é roubo. Roubei os créditos da minha mãe. Foi ela quem me disse isso, Cora e Lídice.

Acho que é isso. Foi um post sobre liberdade ou sobre paz? Sei lá. Me perdi, eu acho.


Isso do semárofo foi verdade. E eu fotografei.

domingo, 5 de junho de 2011

Notas sobre o amor:

O que Platão me diz em seu diálogo em 'O Banquete':

Amor é movimento
É desejo
Não é belo ou bom, mas fica no meio
É o  querer que transforma desejo em vontade
Vontade de fazer o bem e o que é belo
Age apaixonadamente e anda descalço
É filho da penúria com o caminho
Pede esmolas
É filosofo
Filosofa a vida toda.
É coragem, decisão, energia
Soluciona
É mensageiro, é ponte entre o mortal e o imortal
E se for tudo isso, Platão foi um profeta, daqueles bem promíscuos, e provavelmente sem saber, nem intencionado.
Pois pra mim, Amor, tudo isso ai que ele descreveu, é Jesus. Ou Jesus é Amor. A ordem não altera nada.

E agora posso me concentrar no trabalho. Tava com cotoco pra postar isso. Sou muito romanticazinha, né? ;~

domingo, 29 de maio de 2011

você faz de conta



Fico pensando sobre quando amava. Então, isso era suficiente pra me fazer presente e me preocupar. Mas lembro de quando precisava de companhia e ao invés disso ganhava a solidão e histórias sobre como a festa que não pude ir tinha sido legal. Lembrando disso, concluo que todas as vezes que você disse "eu te amo" foram só de faz de conta, e isso explica nitidamente porque eu ouvi um desses tão perto do "adeus".

quinta-feira, 26 de maio de 2011

o que deve ser feito da vida


Guarde suas lembranças.
Escreva.
Mostre ao mundo.
E espere que alguém leia.

Sempre que descubro que alguém morre eu fico angustiada para fazer valer a pena. Não num estilo "vivendo a vida adoidado", mas de um jeito criativo, saudável, esfusiante, emotivo, cheio.
Cheio de lágrimas e de gargalhadas, como toda vida boa é.
E sempre me inspiro a fazer o que acho que devo. Provavelmente não é muito melhor pro meu bolso [rs.], mas eu não vou me arrepender de não ter feito. E acho que o melhor momento de fazer isso é agora. Sem amarras - pense o que quiser disso.
E amar com toda a força. Se erguer até onde a queda é mais alta. De que adianta ter uma queda pequena e pouco dolorida? A subida é tudo o que importa, e nenhuma dor é válida se ela não for bem alta.

Cante.
Não sei o que tem nisso de cantar, mas é a melhor coisa do mundo!!!
CANTAR BEM ALTO NO MEIO  DA RUA ÀS 23:00 HS!! Sempre acompanhado, por favor.
Cuidado com a água e os sapatos.
[Relato de uma experiência. Ok, menos a água e os sapatos.]

Hoje recebi uma mensagem no celular:
"Oi, avisa a tua mãe que lili faleceu [A moça do cd das mães que dei a ela]."

A conheci no casamento da minha prima. Ela era linda. Na minha mente ainda é. E a história dela também é linda!
Não sei de tudo, mas quando a conheci ela já estava com metastase e 6 meses pra viver. Mas nem isso a impediu de cantar para Deus até os últimos dias de sua vida. E a voz dela me faz arrepiar só com a lembrança.
Ela casou com o garoto da vida dela alguns meses depois e viveu por ainda dois anos.
Todo mundo deveria saber dessa história. Não pela parte triste, que não é triste de fato, pois ela foi pra perto do maior Amor dela. Mas ela fez da vida dela o que deve ser feito da vida.

terça-feira, 24 de maio de 2011

gato

Você decide como vai viver a sua vida! Ouça o seu gato!

sábado, 14 de maio de 2011

Tristeza Não Tem Fim,

felicidade sim.












Nem estou triste. Estou até bem feliz. Mas isso é um fato que deve ser reafirmado vez por outra.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Apenas Desabafo

Este é apenas um desabafo. Sem romantismo nem poesia, só desabafo.
Eu passei 3 anos trabalhando numa repatição pública com animais silvestres. Muitos dos dias em que passei lá, eu discuti com um grande amigo meu. Não era briga de babaquice, eram minhas verdades, que ele discordava.  Que podiam estar erradas, mas eu acreditava nelas. Nada muito filosófico, nem polêmico. Eu era pessimísta, ele era otimísta. Geralmente eu discutia sobre a realidade feia do lugar lá. Das pessoas ruins, dos descasos, da falta de dinheiro, da falta de limpeza e organização, da falta de respeito, etc.
Hoje passei na frente desse lugar. Lembro dos momentos muito bons, de realização e de orgulho, quando conseguíamos avançar um pouco para melhorar o lugar, quando os animais ganhavam uma melhoria no lugar.
Aquele lugar me afetava e me afeta ainda. Sinto muita saudade. Gostava de ver que fazia algo por aqueles bichos.

Cara, eu trabalhava 15 dias e folgava dois, durante um ano e meio! Foi a época mais cansada da minha vida! HAHAHA. Eu me cortava, lascava as costas, levava mordida [consequentemente um monte de vacinas], malhava os braços, as pernas, os dedos, a vida, chegava cedo e não tinha hora para sair. Saia com dor na alma. Chegava em casa para ouvir namorado, família e tudo o que falasse, me dizer que eu era escrava, que eu deveria sair, que não valia a pena. Mas eu ficava. Reclamava. Muito. Mas ficava e dava o máximo de mim. Amava os bichos, metade das pessoas, e sair sentindo que tinha feito alguma pequena diferença pra eles.

A última discussão que tive com meu amigo foi uma bem tensa. Eu chorei, claro, e falei alto. Disse que não acreditava naquilo que a gente estava fazendo. A gente se lascava tanto, tanto, tanto e pra quê?

 "Essa droga de lugar nem nos vê! A gente melhora  esse "corredor" que eles inventaram de enfiar um acervo maior que o do zoológico, para ver se fica habitável para esses bichos e os caras vem ferrar com a gente. Ameaçar. A gente passou esse tempo todo fazendo plantão, saindo tarde, deixando de ter vida social, deixando de ser gente pra ser tratador/estagiário, ganhando uma miséria e sendo a piada desse lugar , pra quê? Para quando a gente sair voltar tudo como era antes. Um inferno. Uma poçilga. Um depósito. Tu vai ver só!"

 E ele me olhava com aquele ar de que realmente acreditava que aquilo era apenas raiva minha, que passava. E realmente passava a raiva e eu voltava no outro dia. Eu posso dizer que nessa época eu gostava de me lascar.

Não sei o que rola por lá. Saí em novembro. Não porque quis. Sei que temo, porque hoje em dia esses bichos tem estampado "EXPERIMENTO" na testa, para muuuita gente. Gente que não é muito legal. Gente que, tenho certeza, se preocupa  mais com o status do que com o bicho. Gente que não pensa no indivíduo e sim na droga da hipocrisia que eles chamam de "conservação". Conservação não existe no Brasil. Pra mim, comunidade não existe sem indivíduos. Fato.

Cansei disso. Pode parecer omissão, e eu sinto muito por isso, mas quando a coisa está tão enraizada assim, uma pessoa só não faz muita coisa se não sair e olhar a coisa toda de cima!

Eu sinto muito mesmo, porque podia ter sido uma vida linda com um propósito digno, mas a coisa como anda, seria apenas..........vazio.

sábado, 7 de maio de 2011

O azul, o mar, as estrelas

É preciso esta música para ler esse texto.

Eu nadava e nadava. Era um grande mar, azul e infinito. O céu também era azul, sem nuvens, sem estrelas, só azul. E ali eu nadava e nadava para "lá", seja lá onde quer que "lá" fosse. A água era salgada, minha garganta ardia, meus olhos ardiam, minha boca estava seca, minhas mãos enrugadas e tudo doía.  Acabou a força e eu não chegava em lugar algum. Comecei a boiar e olhar apenas para cima. Só havia azul, etéreo e virginal azul. Me senti minúscula, vazia, sem fim. Nada mudou, nada mudava, só era. Quem eu era? Onde estava? O quê eu estava fazendo? Azul. E eu vi, fraca, uma luzinha. E outra e outra. Estrelas. Eu sorri. Mais apareciam e mais eu sorria. "Que bonito", eu pensava. Naquele azul todo, finalmente eu via estrelas. Mas isso não podia me fazer esquecer do que havia abaixo de mim, o sal e a água. As ondas me sacodiam e me lebravam de onde estava.  E por muito tempo fiquei assim, admirando distante. Por algum tempo pareceu bastar. "Nunca vou chegar naquelas estrelas", pensei, "acho que pertenço aqui. Seria melhor que não houvesse nada ao invés de coisas intocáveis." Mas no fundo, eu não acreditava de verdade naquilo. Assim, algo se espalhou pelo meu corpo. Saia do meio do peito e ia para as extremidades, preenchendo. Não tirava os olhos delas. Algum tempo depois, vi outra luz, mais baixa, do lado esquerdo. Pisquei os olhos, era forte e grande. Um barco. Estavam me procurando? Alguém sabe de mim? Era branco, cheio de canos e havia alguém lá, apontando. Para mim? Só havia eu. Voltei a nadar, o mais rápido que pude em direção a ele. Cheguei bem perto e ouvi: suba!! Era uma pessoa de verdade, de carne e osso. Tinha um coração e sangue nas veias. Eu nem acreditava. Não era mentira, nem ilusão, nem delírio. Subi e me sequei. A pessoa me olhava, bem dentro, me trespassava com os olhos. Quem era? Olhava de volta, aturdida. Tive um pouco de medo, mas por nada, ela não dava medo. Sair da água dava medo. Mudar dá medo. Desviei os olhos e olhei para cima: "mas um dia eu ainda chego perto daquelas estrelas." A pessoa sorriu, num ar de confirmação. Sorri de volta. Já a amava. Fomos embora para as estrelas.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

experiências antropológicas

Eu descobri essa madrugada, no meio do mato, acompanhada por mais duas pessoas e muitos mosquitos, duas coisas muito importantes, porém completamente diferentes:

1- É necessário estar com o coração no lugar para apreciar as coisas que estão ao seu redor como de fato devem ser apreciadas.

2- Tolkien estava certo.

"Oi? Como assim?"

Detalhes a parte...um coração no lugar põe todo o resto no lugar e, portanto, sua visão, sua audição, seus sentimentos, seus afetos, seu olfato, sua mente estão em perfeita posição para observar, apreciar e entender o que te rodeia. No escuro, no meio do mato, de madrugada, tudo é perfeito e nada pode te machucar, ou te magoar, ou te prender. É liberdade de corpo e mente e alma. Puramente isso. Eu ouvi, senti e percebi o que me rodeava. Foi indescritível. É como sorrir sem motivo. Só por sorrir. É tudo e nada ao mesmo tempo. Tudo o que você ama e o que você odeia não significam nada ali. É como se fosse só você e Deus se olhando, como dois que se amam muito. Tanto que só o olhar basta. É ver com todo o corpo, de olhos fechados. Tudo isso só por ter o coração no lugar e ter sorte de poder estar no meio do mato ouvindo mães-da-lua, grilos, gias, algumas aves madrugueiras acordando...

Mas por fim chego ao segundo ponto: Tolkien estava certo.
Estava certo quando inventou os elfos silenciosos e perfeitos para andarem e respirarem sem fazer um mínimo barulho...para que estes pudessem dizer: "O anão respira tão alto que poderíamos acertá-lo no escuro". E estava certo ao mostrar que tanto os anões como qualquer outro que não fosse elfo respira alto, é barulhento, não se preocupa de impor sua presença e, dá licença, mas não importa o barulho ou o estrago que faça, o que importa é fazer o que quer. Por que as duas graças que estavam perto de mim nesse momento sublime de transcedência faziam tanto barulho ao respirar, que até eu, sem nada nas mãos, tive vontade de acertá-los. ¬¬

Bom fim de semana!

domingo, 24 de abril de 2011

sentidos, nenhum, só sentimentos.

Volta e meia, a confusão.
Entendo agora, o coração das moças.
Quanto a morte, não a temo,
Mas não me dou bem com ela.
Me resta seguir.
Mas o que me impressiona mesmo é que eu não ligo nem um pouquinho para futebol.

domingo, 10 de abril de 2011

Palavras de Coélet, filho de Davi

Três da manhã e aos jorros, as lágrimas caem:
-"Por quê? Porque dói tanto? Porque eles? Porque não eu? Não quero mais, por favor, faça parar!"

"Ó suprema fugacidade, ó suprema fugacidade! Tudo é fugas! Que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol?"

-"Mas porque eles?? Porque assim? Não quero mais. Não é justo. Quero ficar aqui. Só. Aqui."

"Geração vai, geração vem, e a terra permanece sempre a mesma. O sol se levanta, o sol se põe, voltando depressa para o lugar de onde novamente levantará. O vento sopra para o sul, depois gira para o norte e, girando e girando, vaidando as suas voltas. Todos os rios correm até o mar, e o mar nunca transborda. (...) Debaixo do sol não há nenhuma novidade."

-"Não...não!! Dói muito. A falta dói. Não consigo mais ser feliz. Não sou feliz, nem alegre. Quero ficar só aqui. Só. Porque tem que ser assim? Porque sofrem?"

-"Debaixo do céu há momento para tudo..."

-"É injusto!"

-"...o justo e o injusto estão debaixo do julgamento de Deus, pois existe um tempo para cada coisa e um julgamento para cada ação."

-"Sofro tanto. Tanto. O tempo todo. Não tenho sossego. Ele sofrendo me faz sofrer. Eu escondo. Mas é máscara. Eu sofro. E o outro se foi. Estou só. Como odeio isso. Não aguento mais."

Apesar de tudo, vale a pena viver
-"O homem não conhece nem sequer o amor e o ódio, embora isso tudo se desenvolva diante dele. Todos têm o mesmo destino. Enquanto alguém está vivo, ainda há esperança, porque é melhor um cão vivo que um leão morto. Os vivos estão sabendo que devem morrer, mas os mortos não sabem nada, nem terão recompensa, por que a lembrança deles cairá no esquecimento. Seu amor, seu ódio e ciúme se acabam, e eles nunca mais participarão de nada que se faz debaixo do sol. Portanto, vá, coma o seu pão com alegria e beba o seu vinho com satisfação, porque com isso Deus já foi bondoso para com você.
(...)
Goze a vida com a esposa que você ama, durante todos os dias da vida fugaz que Deus lhe concede debaixo do sol. Essa é a porção que lhe cabe na vida e no trabalho com que você se afadiga debaixo do sol.
Tudo o que você puder fazer, faça-o enquanto tem forças, porque no mundo dos mortos, para onde você vai, não existe ação, nem pensamento, nem ciência, nem sabedoria.
(...)
Doce é a luz, e agradável para os olhos ver o sol. Se o homem viver por muitos anos, procure desfrutar de todos eles; mas lembre-se dos dias sombrios, que serão muitos, pois tudo o que acontece é fugaz.

Jovem...alegre-se na sua juventude e seja feliz nos dias da mocidade. Siga os impulsos do seu coração e os desejos dos olhos. Contudo, saiba que Deus vai pedir contas a você de todas essas coisas. Expulse a melancolia do seu coração e afaste do seu corpo a dor, porque a juventude e os cabelos negros são fugazes."

...e foi mais ou menos assim que levei uma surra.

sábado, 2 de abril de 2011

Pensei em você em francês

Então, hoje eu pensei em você.
Mas que grande novidade. Todos os dias eu penso em você e sinto sua falta. Aprendi uma frase em francês hoje por causa disso: "tu me manques". Fiz um desenho. Fiz você. Mas pra mim agora você é diferente...tem asas e pode voar e viver para sempre. Como uma fênix. Só que para mim você não é uma fênix. Parece mais com uma andorinha. Não. Não parece com nenhuma das duas, mas de algum modo, andorinhas me lembram você. É uma andorinha que volta das cinzas. Isso não sai da minha cabeça.

 Viver quer dizer amar, sofrer, chorar, sorrir, ganhar e perder, tudo numa palavra só. Mas perder me fez um grande buraco no corpo. Esse buraco não fecha nunca.

terça-feira, 22 de março de 2011

Pelo Inferno Abaixo

Imagem:A Divina Comédia: Inferno - Dante Alighieri (Ed. Abril coleções)

 
E a minha vida está assim. Guiada por alguns Virgílios...estou indo até o último círculo do meu inferno. Espero aprender o que tiver de aprender. De lá, Purgatório, pois Céu só após a morte. Se Deus me quiser.


Recomendo a leitura de A Divina Comédia - Livro I "Inferno" do Dante Alighieri.
O blog do LabHum - UFRPE




sábado, 12 de março de 2011

maflijfodsikmfasldkj

Geralmente me esforço muito, mas muito mesmo, para tentar colocar tudo em ordem. Eu encaro a bagunça e ela me encara de volta. Juro, ela parece me odiar. Parece querer me engolir. O castigo que ela tem para mim é girar, girar, girar como um furação, fazendo mais bagunça ainda. E daqui a pouco vejo que desisti e que a estou ajudando. Me rio quando percebo, xingo e recomeço. Por vezes um beija-flor encarecido aparece para me distrair da minha verdade, mas eles não devem ficar em um lugar só. Aí, penso em arranjar um amor para mim. Logo desisto. Amor deve completar. Mas completar o quê? Eu não tenho nada. Não quero amor. Quero alguma outra coisa. Quero arrumar a bagunça. Cara, eu penso muito em mim. É isso. É o coração da bagunça, o motivo da bagunça. Eu não me quero mais. Me nego. E até assim penso muito em mim. Qual o meu propósito? A sensação é essa? De não ter propósito...é assim? Eu devo ter um mas estou ocupada e ofuscada demais comigo mesma que nem consigo mais saber. Confesso: eu julgo as pessoas pelo sapato, acho que o estado de organização do meu quarto espelha o meu estado de espírito, tenho uma autoestima subterrânea e quero que alguém me diga o que eu devo fazer, tanto com meu cabelo quanto com a minha vida. Seria fácil demais, eu acho.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Delete-se?

Ás vezes tenho vontade de deletar tudo isso.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Seja capitalista sem ser.

Pense na pessoa que você mais ama.
Agora pensa que você está andando por aí, com muito dinheiro [seu, lícito...hahah] no bolso ou na conta e você passa na frente de uma loja bem legal. Você vê uma coisa cara e que você achou tudo a ver com essa pessoa que você mais ama. O que você faz?
A mesma coisa deve ser pra Deus.
Exceto a parte do dinheiro e do presente. hauhau né?
As vezes é bem barato presentear Deus. É sacudir os braços e cantar ou gritar e dizer que ama.
Tá que você pode fazer muito mais. Mas se você acha que não está fazendo nada, é um bom começo.

pax vobiscum.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Segredos do jugo confortável.

Eu podia ouvir os sinos da igreja tocando. Ecoavam alto seu louvor. Os rostos dos membros estavam sorridentes, com suas mãos estendidas ao aperto. É verdade que eles não me comovem. Meu coração estava duro e cansado, e o fogo perfeito deles me irrita! Eu não podia encontrá-Lo em lugar algum. Poderia, alguém, me contar a história dos pecadores resgatados da queda? Eu ainda nunca Te vi e alguns dias eu nem Te amo. Os devotos estavam usando pulseiras para lembrá-los porque vieram. Alguma motivação concreta, quando o abstrato não o pode fazer. Mas se tudo o que resta é "o dever", eu desisto. Pelo menos, então, eu não serviria a um senhor invisível e distante. Se isso é apenas um teste, espero que eu esteja passando. Porque estou perdendo a força, mas ainda quero confiar em Você.

A paz permaneça.

Pedro the lion - Secrets of the easy yoke
[dou créditos à Bruna]

E o que é igreja, afinal?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mais médico do que pardal

Caiu uma limalha no olho da minha mãe. Isso quer dizer que estou a serviço dela. Sou motorista e levo-a no oftalmologista todo dia para [em palavras leigas] raspar o olho dela com uma agulha.

Hoje ela foi e a médica falou que não precisava mais raspar. Minha mãe ficou feliz e eu também.
Mas eu observei uma coisa nesses dias em que a gente foi lá. Humanização em saude.
Que tema profundamente ousado. Mas é bem simples.
Entre outras coisas, as pessoas tem que ser humanas, com sentimentos, emoções e tudo o mais que ser um humano pode acarretar na vida de um ser vivo, enquanto trabalha na área da saude e lida com pessoas.

Enfim...a médica que atendeu hoje, eu sinto muito dizer,é muito fria. Eu não vou nem julgar a mulher lá. Ela pode estar na tpm, estar brigada com o marido, estar frustrada com a vida dela. Mas que ela foi fria, foi.

Quando eu saí do consultório eu falei pra minha mãe: "prefiro o 'meu anjo' !"
Ela começou a rir.

Não, não. Eu não prefiro que o meu 'anjo' literalmente seja o oftalmologista da minha mãe. Isso foi uma referência para o médico que a atendeu dois dias antes. Ele era supercarinhoso. MAS MUITO MESMO. Tanto que uma hora lá eu comecei a ficar agoniada. Nesse dia eu sai do consultório de início meio irritada, mas ai fui questionando com minha mãe: "Se fosse uma pessoa bem fria e chata eu ia reclamar do mesmo jeito de como ela é fria demais. Melhor esse do jeito que está." Tá que ele podia encontrar um equilibrio, né? Mas é só uma opinião de uma fedelha metida a médica veterinária.

Engraçado como as coisas acontecem. Mas nem posso chamar isso de coincidência [se é que existe]. Infelizmente é mais fácil encontrar um médico desses chatos e frios do que pardal, por aí.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Oi, eu jogo lixo pela janela.

Então, peço desculpas para quem eu ofender desde já.
Ou não, to na tpm.

Hoje eu peguei O PEOR táxi do mundo. Tá. No final eu fiquei meio com dó do cara, porque não sei se ele era daquele jeito porque queria ou porque era e pronto.

Enfim, O PEOR:
- Senhor, por favor, para o clinical center no pina.
-ok.

....

-Senhor, era pra você ter dobrado ali.
-Ah não, é melhor por aqui!
-ok.

...meia hora depois, a 7km/h...

-Senhor, porque vc não pega a beira-rio e corta pelo joana bezerra?
- Ah, e tem esse caminho é?

...ainda a 7km/h...

-É, o transito está horrível não é. Como o senhor acha que o transito estará daqui a 3 anos.
-Ah, digo daqui a um ano....pior!!!
-E esse prefeito não faz nada, o anterior fazia algo. O senhor acha que esse prefeito fez alguma coisa? Aff..
-É, esse não nada mesmo. Nada nada.[recebe um panfleto enquanto parado no semáforo e começa a amassar] Essa cidade não melhora nunca, realmente.

...não jogue pela janela, não jogue pela janela, se você jogar pela janela eu te mato. NÃO JOGUE PEL...ele jogou pela janela...

-[ódio fulminante]AH, ESSA CIDADE NÃO MERECE UM PREFEITO BOM! Tem mais é que se lascar tudinho. [/ódio fulminante]

...ainda a 7km/h...


¬¬

domingo, 30 de janeiro de 2011

não cabe.

E essa vida que não é minha, é tua. Vem buscar, pelo amor de Deus. Me dá algo para fazer com ela ou manda ajeitar, porque ela só está aqui, juntando poeira. Eu não nasci para ela e não sei se ela serve em mim. Fico sempre tentando fazer caber, mas uns lugares ficam frouxos, outros apertados. É assim mesmo? Mas mesmo assim, você tem que fazer alguma coisa a respeito, porque eu posso acabar estragando tudo. Eu não consigo ajeitar isso sozinha.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Eu pessimismo

Eu reclamo
Eu choro
Eu fico triste
Eu, desespero
Eu desisto
Eu resisto
Eu paro
Eu volto
Eu escrevo
Eu esqueço
Eu, recomeço

domingo, 2 de janeiro de 2011

Aquele banheiro

Eu gosto do banheiro da casa da minha vó.
Eu entro nele, fecho a porta, boto Ferraby Lionheart para tocar no celular [porque música no banheiro é uma das melhores coisas já criadas e recomendo - tanto a prática quanto o intérprete supracitado] e parece que tudo o que já aconteceu não aconteceu.
Tudo volta ao que era antes da conciência das coisas da vida adulta.
Não tenho trabalho chato, não tenho falta de dinheiro, não tenho ex-namorados, meu primo está lá fora fazendo qualquer coisa, minha vó está fritando um ovo para mim e tudo é normal denovo. Se é que isso de "normal" existe quando se refere a passagem do tempo. Alí eu meu coração é inteiro.
Em nenhum outro lugar isso acontece. Não se trata de banheiros em geral, só aquele banheiro. As lembranças se tornam estórias que inventei e a expectativa não existe.
Mas não dá para viver em um banheiro. Primeiro que não deve ser saudável, segundo que eventualmente ele precisa ser liberado para as outras pessoas da casa e terceiro que não seria vida.
Mas eu gosto daquele banheiro.